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Astronomia de posição no planetário


A utilização dos astros para conhecimento da posição do observador passa pela resolução de um triângulo esférico, conhecido como triângulo de posição. Os seus vértices são: um dos pólos da esfera celeste, a posição do astro e o zénite do observador, isto é a projecção da posição do observador na esfera celeste. No Planetário podem ser materializados sem qualquer dificuldade: o zénite corresponde ao centro da cúpula, o lugar do pólo é indicado através de uma seta e o lugar do astro é, obviamente, num determinado instante, a posição ocupada pelo astro escolhido.

Por outro lado, podem ser representadas diversas linhas graduadas que permitem conhecer algumas das coordenadas dos astros. Um dos pontos de cruzamento da eclíptica com o equador define o Ponto Vernal. A partir deste pode-se conhecer a hora sideral, ou, usando a imagem do Sol, a hora verdadeira. Um círculo de declinação graduado, que se pode colocar sobre qualquer astro, permite conhecer a ascensão recta e a declinação do astro. A existência de um círculo graduado, concêntrico com o pólo, indica o ângulo horário do astro que se deseje. Também se pode representar o meridiano do lugar, tendo um índice móvel sobre ele, através do qual se fica a conhecer a latitude do observador.

A existência de uma escala sobre o meridiano permite medir a altura de qualquer astro no momento em que esta altura atinge o seu valor máximo, demonstrando de uma forma simples o processo de determinação da latitude pela passagem meridiana de um astro.


SISTEMAS DE COORDENADAS

O cálculo da posição implica a existência de sistemas de coordenadas. Usando um formulário em que entram diferentes coordenadas dos vários sistemas consegue-se resolver o triângulo de posição.

COORDENADAS EQUATORIAIS

Estas coordenadas têm como origem uma linha (Equador celeste) e um ponto fixo (Ponto Vernal) da esfera celeste. Por esse motivo são independentes da posição do observador e do movimento da Terra.

  • Declinação (d) - Arco do meridiano do astro compreendido entre o equador e o astro. Mede-se de 0º a 90º para Norte ou para Sul.
  • �ngulo sideral (AS) - Arco do equador compreendido entre o Ponto Vernal (g) e o meridiano do astro, contado de 0º a 360º, para Oeste (no sentido dos ponteiros do relógio. O Ponto Vernal (g)  o ponto em que o Sol se encontra no momento do equin�cio da Primavera.


COORDENADAS HORÁRIAS

Devido ao movimento de rotação da Terra, as posições dos astros mudam continuamente com o passar do tempo, para um observador num determinado local. As coordenadas horárias reflectem essa mudança. É um sistema que depende da posição do observador, ou melhor da sua longitude.

  • Distancia polar (D)- Arco do meridiano do astro compreendido entre o pólo elevado e o astro. Esta coordenada relaciona-se com a declinação pela seguinte fórmula (D)=90º-(d). O Pólo elevado é o que tem o mesmo nome da latitude do observador.
  • ângulo no pólo (P) - Arco do equador compreendido entre o meridiano superior do lugar e o meridiano do astro, contado de 0º a 180º para Leste ou para Oeste.
  • Horário no lugar (hl) Arco do equador compreendido entre o meridiano superior do lugar e o meridiano do astro, contado de 0º a 360º de Leste para Oeste.



COORDENADAS HORIZONTAIS

Se escolhermos como referência para as nossas coordenadas, o plano do horizonte, temos o sistema de coordenadas horizontais. O horizonte divide a esfera celeste em dois hemisférios, o visível (que contém o zénite (Z)) e o invisível (que contêm o nadir (N)).

  • Altura (a) - Arco do vertical do astro compreendido entre o horizonte e o astro. Conta-se de 0º (astro no horizonte) a 90º (astro no zénite). As alturas abaixo do horizonte são negativas.
  • Distancia zenital (z) - Arco do vertical do astro compreendido entre o zénite e o astro. Relaciona-se com a altura através da seguinte fórmula (z)=90º-a.
  • Azimute - Arco do horizonte compreendido entre o ponto cardeal Norte e o vertical do astro. Mede-se de 0º a 360º, no sentido dos ponteiros do relógio.


 

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