A Vanguarda na Projecção Astronómica
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O Planetário Calouste Gulbenkian reabriu ao público em 19 de Julho de 2005, após conclusão das obras de substituição do Projector Principal e dos sistemas de projecção astronómica periférica e de remodelação total do Auditório e Galeria circundante, iniciadas em Maio de 2004. |
O novo Projector Principal e os sistemas de projecção astronómica periférica foram fornecidos pela empresa alemã Carl Zeiss Jena GmbH, tendo o respectivo contrato de aquisição sido assinado em 3 de Dezembro de 2003, na Direcção de Infra-Estruturas da Marinha.
O equipamento escolhido para substituir o "velhinho" UPP 23/4, instalado em 1965, foi o Universarium IX, mantendo-se, assim, a fidelidade a uma marca com 70 anos de desenvolvimento e produção de planetários, capaz de garantir um aperfeiçoamento técnico e melhoramento permanentes, a integração rápida dos resultados do avanço científico-tecnológico, a assessoria individual aos utilizadores e a assistência aos projectos. Há que referir, a propósito, que o princípio da projecção de estrelas é uma invenção da Carl Zeiss Jena (com patente datada de 1922) e que esta empresa apetrechou já mais de 450 planetários, instalados nos cinco continentes, 25 deles em capitais.
Com o emprego das novas fibras ópticas (patenteadas em 1986) para mostrar o firmamento com luminosidade centuplicada, o Universarium IX oferece-nos um importante sistema de equipamentos para um verdadeiro "Teatro Sideral". Constitui o primeiro e único sistema que permite a livre combinação de qualquer tipo de meios audiovisuais debaixo de uma cúpula, num processo sem excepções técnicas.
A exploração deste tipo de espectáculo, requer imaginação na elaboração dos programas, desde demonstrações científicas, conferências e seminários, até espectáculos de “show” de puro entretenimento. Esta variedade de programas obriga a realizar produções com racionalidade e economia de tempo, sendo o sistema de comando automático (processamento de dados) o responsável decisivo.
A esfera central, com 32 projectores de estrelas fixas, apresenta mais de 9 000 estrelas em ambos os hemisférios celestes, bem como a Via Láctea, cúmulos estelares e nebulosas, e também as figuras das constelações e linhas didácticas auxiliares. Graças às fibras ópticas, consegue-se um brilho magnífico nas estrelas, com lâmpadas de apenas 100 W, quando os equipamentos convencionais requeriam lâmpadas de 1 000 a 4 000 W.
Com o Universarium IX, mediador entre o Homem e o Cosmos, o Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva passou a dispor de meios para tornar ainda mais popular a Astronomia e continuar o sonho de todos aqueles que, ao longo do tempo, se têm empenhado em manter viva a divulgação astronómica em Portugal.